“Alteridade do latim alteritas (‘outro’) é a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o ser humano social interage e interdepende do outro. A existência do “eu-individual” só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o Outro, ou seja, a própria sociedade diferente do indivíduo).

Assim, pode também se dizer que a Alteridade é a capacidade de se colocar no lugar do outro na relação interpessoal, com consideração, identificação e diálogo com o outro”. Wikipedia.

A segunda interpretação eu chamaria de empatia.

Lógica de que para constituir uma individualidade é necessário um coletivo.

Nas andanças pelo google (também por uma ótima resenha escrita por Luciano R. M.)
me deparei com um búlgaro chamado Tzevetan Todorov, autor de “A conquista da América – A questão do outro”, e achei o livro em .pdf.

Segue trecho desta obra abaixo que inspira reflexão.. quiça a loucura…já em tempos onde a necessidade de aprovação do outro supera o limite do bom senso e da auto estima.

“Quero falar da descoberta que o eu faz do outro, O assunto é imenso. Mal acabamos de formulá-lo em linhas gerais já o vemos subdividir-se em categorias e direções múltiplas, infinitas. Podem-se descobrir os outros em si mesmo, e perceber que não se é uma substância homogênea, e radicalmente diferente de tudo o que não é si mesmo; eu é um outro. Mas cada um dos outros é um eu também, sujei to como eu. Somente meu ponto de vista, segundo o qual todos estão lá e eu estou só aqui, pode realmente separá-los e distingui-los de mim. Posso conceber os outros como uma abstração, como uma instância da configuração psíquica de todo indivíduo, como o Outro, outro ou outrem em relação a mim. Ou então como um grupo social concreto ao qual nós não pertencemos. Este grupo, por sua vez, pode estar contido numa sociedade: as mulheres para os homens, os ricos para os pobres, os loucos para os “normais”. Ou pode ser exterior a ela, uma outra sociedade que, dependendo do caso, será próxima ou longínqua: seres que em tudo se aproximam de nós, no plano cultural, moral e histórico, ou desconhecidos, estrangeiros cuja língua e costumes não compreendo, tão estrangeiros que chego a hesitar em reconhecer que pertencemos a uma mesma espécie.”

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